Sobre o autor
Evaldo Balbino da Silva é nascido em Resende Costa, cidade do interior de Minas Gerais em 1976, filho de Jesus Balbino da Silva e Laura Antônia da SIlva.Cursou os ensinos Fundamental e Médio no pequeno lugarejo conhecido como Arraial da Laje. Em 1995 chega a Belo Horizonte e dá o inicio ao curso de Letras na UFMG, faz o curso de Mestrado em Literatura Brasileira na mesma Faculdade e em 2001, ingressa no doutorado em Literatura Comparada também na FALE/UFMG e em 2005 defende a Tese intitulada Saudade de D(eu)s: escrita, mística e desejo em Adélia Prado e Santa Teresa de Jesus.
Premiações:
- Menção honrosa para a poesia (Recife,2000);
- Menção honrosa para a poesia no VII Concurso de Contos Paulo Leminski (1996) Paraná;
- 1ºlugar no II concurso Alfinense de poesia,1997 (Alfenas/MG);
- 1º lugar no III Concurso de Poesias Fábio Montenegro, realizado pela Casa do poeta Brasileiro de Praia Grande, São Paulo.
Evaldo Balbino também é autor de inúmeros artigos de criticas literária e publicou seu primeiro livro intitulado MOINHO.
Virtualidade
As noites são incontroláveis;
as tardes, não se pode pegá-las;
nem as manhãs,
que essas são matreiras.
Pode-se amá-las inteiras,
pode-se amá-las a penas,
na memória, no retrato,
sem tempo, sem posse, sem mãos.
Cotidiano
O amor a tudo aceita:
aquela estranha mania
que antes não se via;
o cabelo mal penteado,
que a este não é dado
manter-se inviolado
à noite.
São tudo frutos na colheita:
o amor é compassivo
perante as botas espalhadas
ou a roupa fora do lugar,
perante a face suja
que não houve tempo de lavar...
E o amor continua aceito
nesses dois corpos no leito,
sobre o colchão de palha
cúmplice,
sob a lua de prata
tácita.
Entre a vida e o sonho
fica um alto muro,
calado,risonho,
de cimento puro.
Cego, todo corpo insiste
em ver o lado de lá:
amando o que não existe,
e não o que lá está.
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